Como já ouvimos falar, a partir de 1º janeiro de 2009 nosso idioma deverá ser usado com algumas novas normas. A implantação do Novo Acordo Ortográfico – que tem como objetivo unificar a Língua Portuguesa em todos os países que a utilizam (Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) – vem sendo discutida há anos, mas agora tomou forma. Vejamos as novas regras:
Alfabeto
Com a inclusão do K, W e Y, o alfabeto é agora formado por 26 letras.
Trema
Não existe mais na língua portuguesa – exceto em nomes próprios e seus derivados (Müller, mülleriano).
Obs: em prefixos terminados por r, permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, inter-racial, super-resistente, etc.
O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal
– Em palavras formadas por prefixos ex, vice, soto: ex-marido, vice-presidente, soto-mestre
– Em palavras formadas por prefixos circum e pan + palavras iniciadas em vogal, M ou N: pan-americano, circum-navegação
– Em palavras formadas com prefixos pré, pró e pós + palavras que tem significado próprio: pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação
– Em palavras formadas pelas palavras além, aquém, recém, sem: além-mar, além-fronteiras, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto
Não existe mais hífen:
– Em locuções de qualquer tipo: cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc. Exceções – água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa